Os vinhos de Borgonha

18 outubro, 2019

Os vinhos de Borgonha

Os vinhos de Borgonha

Não há como negar que os vinhos de Borgonha são inesquecíveis. Para alguns apreciadores, podem ser considerados até como melhores do mundo. Há centenas de nomes, de denominações e produtores, e descobrir o que há por trás de cada rótulo feito na região, nem sempre é tão óbvio quanto parece, principalmente para alguém que não está acostumado com vinhos borgonheses.

Borgonha tem 100 denominações de origem reconhecidas, o que representa pouco mais de 20% das denominações de origem de toda o país. Estas denominações estão divididas em quatro níveis. O mais alto, dos vinhedos Grand Cru, eles são 33 e representam menos de 1% do território.

Depois aparecem os vinhedos Premier Cru, que são 10% dos vinhos da Borgonha. Em seguida vêm os vinhos ditos Village, que levam 44 denominações mais abrangentes que recebem os nomes das vilas (cidadelas) onde são comercializados, e representam 37% dos vinhos locais. Para encerrar, há as denominações genéricas, ditas regionais, que são 23 e equivalem a 52% dos vinhos borgonheses produzidos.

Se você procurar em qualquer lista de vinhos mais valorizados do mundo, com certeza encontrará representantes da região de Borgonha. Recentemente, em uma lista divulgada por um site de enólogos especialistas, 7 dos 10 vinhos apresentados no documento eram borgonheses. Quem normalmente lidera a lista? O mítico Romanée-Conti.

E por que eles sempre estão entre os mais valorizados? Pois além de serem bons, muitos deles são extremamente raros, com produções minúsculas, o que faz com que a procura leve os preços às alturas, muitas vezes alcançando cifras de quatro ou cinco dígitos em dólares.

As principais áreas de vinhedos de Borgonha se estendem de Dijon até Mâcon, e são dividas em 4 regiões principais. A primeira, mais ao norte, é a Côte de Nuits, onde estão alguns dos mais famosos vinhedos Grand Cru para tintos, como Nuits-St-Georges, Gevrey-Chambertin, Chambolle-Musigny etc. Depois vêm a Côte de Beaune, onde é possível encontrar algumas das principais denominações para brancos, como Meursault, Monthélie, Puligny-Montrachet etc. Em seguida vem a Côte Chalonnaise e, por fim, mais ao sul, Mâconnais. Os borgonheses denominam as Côtes de Nuits e de Beaune como Côte d’Or, que em tradução livre significa costa do ouro (e a gente consegue imaginar o porquê, né?).

Graças aos monges, a Borgonha possui diversos vinhedos murados, geralmente são denominados Clos. Alguns famosos são os Clos de Tart, Clos de Bèze, Clos des Lambrays, Clos de Vougeot etc. Com muros de pedra, os monges separam determinadas porções de território que eles acreditavam serem especiais ou porque acreditavam que o local precisava de proteção extra (principalmente contra animais).

Se você parar para analisar qualquer rótulo de vinho borgonhês, o nome de maior destaque que você verá não é o do produtor, mas o da denominação do vinhedo de origem das uvas. O termo em letras maiores, e mais importante, será sempre o do local. Se for um Grand Cru ou um Premier Cru, esses termos provavelmente aparecerão em destaque. Se for um Village, o nome da vila, tal como Beaune, Pommard, Mercurey ou Givry, por exemplo, estarão destacados. O nome do produtor, normalmente fica em letras miúdas.

Depois de tantas curiosidades, dá até vontade de experimentar as delícias de Borgonha, não dá? Se quiser saber mais sobre estas preciosidades ou até mesmo encontrar algum exemplar, é só acessar o nosso site, conferir nossas opções de vinho francesas e aproveitar.




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